Qual a contribuição da ciência na pandemia de Covid-19?

Qual a contribuição da ciência na pandemia de Covid-19?

O quanto a ciência está se empenhando para encontrar uma solução rápida para a pandemia de COVID-19? Praticamente todos os financiadores de pesquisa no mundo responderam à crise disponibilizando rapidamente recursos para que os pesquisadores possam realizar estudos que eventualmente contribuam para o desenvolvimento de tratamentos mais eficientes.

 

 

Como estes recursos podem ajudar no manejo da infecção pelo coronavírus? Por se tratar de uma doença nova, os pesquisadores ainda têm mais perguntas do que respostas. Poderíamos elencar algumas destas perguntas e discutir abordagens que seriam úteis para respondê-las:

 

  • Qual será a melhor forma de tratar a infecção por coronavírus?
  • Mas o que fazer durante estes meses ou anos sem a vacina? Como reduzir a gravidade e mortalidade associadas a esta doença?
  • Existem medicamentos que poderiam eliminar o vírus?
  • Porque as pessoas mais idosas e aquelas com doenças crônicas como diabetes e hipertensão estão mais sujeitas a quadros graves de COVID-19?
  • Muitas informações surgem na internet e redes sociais dizendo que determinados medicamentos ou procedimentos seriam úteis para combater a infecção por coronavírus. Como surgem estas informações, e como elas são testadas pelos cientistas?

 

Qual será a melhor forma de tratar a infecção por coronavírus? Tomando por base outras doenças virais, supõe-se que a melhor forma de lidar com esta infecção seja a prevenção por vacina. Vacinas são, indiscutivelmente, um dos maiores avanços já obtidos na história da medicina. Se tudo correr bem, dentro de um a dois anos, teremos vacina para coronavírus. Por esta razão, uma parcela considerável da verba destinada a pesquisa em COVID-19 está sendo utilizada no desenvolvimento de vacinas. Existem hoje no mundo dezenas de estudos voltados para o desenvolvimento de vacinas contra o coronavírus e alguns destes estudos já estão em fase de testes com seres humanos.

Mas o que fazer durante estes meses ou anos sem a vacina? Como reduzir a gravidade e mortalidade associadas a esta doença? A maior parte dos pacientes que morrem por COVID-19 desenvolvem um quadro grave de pneumonia que leva à insuficiência respiratória. Aparentemente, há um grau muito elevado de inflamação nos pulmões, levando a edema (acúmulo de água nos pulmões) e impedindo assim que o sangue seja corretamente oxigenado. Existe muita pesquisa voltada para a identificação de medicamentos que poderiam aliviar a inflamação e, diminuir assim, o edema do pulmão. Se isso for possível, espera-se que um número menor de pacientes morra da doença.

Existem medicamentos que poderiam eliminar o vírus? Sim, existem medicamentos denominados antivirais. Esta classe de medicamentos é muito utilizada para tratar AIDS. Até o momento, dois antivirais já foram testados contra COVID-19, porém não houve sucesso. Muitos pesquisadores estão trabalhando nesta linha e podem a qualquer momento encontrar algum fármaco que seja eficiente contra o vírus.

Porque as pessoas mais idosas e aquelas com doenças crônicas como diabetes e hipertensão estão mais sujeitas a quadros graves de COVID-19? Tanto os idosos como aqueles pacientes com doenças crônicas têm um sistema imune (componente do corpo que nos protege contra infecções) menos eficiente. Isto pode fazer com que o vírus se multiplique mais e cause mais lesão dentro do organismo. Para obter avanço nesta área devemos responder a várias perguntas; quais componentes do sistema imune estão envolvidos na eliminação do vírus? Como o vírus entra e permanece ativo dentro das células do nosso corpo? Naquelas pessoas que tiveram a infecção e se curaram, como se desenvolve a memória imunológica que impede que uma nova infecção ocorra? No momento existem muitos pesquisadores procurando respostas para cada uma destas perguntas.

Muitas informações surgem na internet e redes sociais dizendo que determinados medicamentos ou procedimentos seriam úteis para combater a infecção por coronavírus. Como surgem estas informações, e como elas são testadas pelos cientistas? Para responder a esta pergunta, podemos usar um exemplo real. Algumas semanas atrás, surgiu a informação de que um medicamento usado para tratar malária e algumas doenças inflamatórias, chamado hidroxicloroquina, poderia ser eficiente contra o coronavírus. A informação surgiu porque pesquisadores haviam iniciado um estudo clínico para testar a medicação em um grupo de pacientes com COVID-19. Sempre que pesquisadores decidem testar um tratamento para doenças precisam escrever um projeto e enviar para avaliação de comitês de ética em pesquisa, os quais existem em praticamente todos os países do mundo. Após avaliação do comitê de ética, sendo o projeto aprovado para execução, algumas informações básicas do estudo ficam disponíveis para o público nos sites dos comitês de ética. Assim, sempre que um estudo potencialmente importante se inicia, as pessoas e particularmente a mídia, ficam sabendo e a notícia é rapidamente difundida. Entretanto, o fato de o projeto ter sido aprovado por um comitê de ética e iniciado, não significa necessariamente que ele venha a ter sucesso. Somente após a conclusão do estudo e da publicação dos seus resultados será confirmada ou não a eficiência do tratamento proposto. Foi isso que aconteceu com no caso da hidroxicloroquina.

Existem várias outras perguntas importantes que precisam ser respondidas para que possamos obter avanços consistentes na prevenção e tratamento de COVID-19. A comunidade científica de todo o planeta respondeu de forma rápida e com muito empenho a esta crise. Com tantas pessoas pensando e trabalhando com um objetivo comum, é possível que em breve tenhamos boas notícias.

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